
Imagine que os robôs e automações da sua operação não apenas executem tarefas, mas assinem contratos, aprovem faturas e registrem decisões.
Isso já está mais perto da realidade do que muitos imaginam. A tecnologia existe, o desafio é fazer com que ela responda a uma arquitetura clara, com responsabilidades definidas e supervisão humana ativa.
Robôs, agentes de IA e workflows automáticos ajudam a reduzir erros, acelerar processos e eliminar gargalos. A promessa da automação total soa tentadora, mas há um detalhe que não pode ser ignorado: quem responde quando algo dá errado?
Segundo relatório da IBM (2024), 42% das empresas já implantaram IA e 40% estão em fase de experimentação. No entanto, 60% ainda relatam lacunas de governança e responsabilidade em fluxos automáticos.
E aqui mora o risco: máquinas podem aprovar, mas as empresas continuam responsáveis por monitorar, auditar e responder por cada decisão.
Com o avanço de agentes autônomos capazes de tomar decisões, assinar digitalmente e registrar informações, a linha entre o que o sistema faz e quem assume acaba ficando borrada.
Sem governança, cadência de revisão e supervisão humana, a automação vira execução cega.
E como alerta a OECD (2024), embora a IA reduza custos e acelere processos, o impacto real depende de dados confiáveis, estrutura organizacional e governança sólida.
Para que a automação ou a IA ” não vire vulnerabilidade, a empresa precisa atuar em três frentes:
Sem esse controle, a empresa se expõe a riscos regulatórios, éticos e reputacionais.
A grande virada não é apenas tecnológica, é cultural. Automação sem cultura é como piloto automático em estrada desconhecida.
Antes de delegar processos críticos à IA e automações, os times precisam ser treinados para operar com mentalidade de parceria, não de dependência.
Essa mudança exige uma nova alfabetização corporativa:
Quando essa cultura é construída, a IA deixa de ser uma “ferramenta misteriosa” e se torna um colaborador que amplia a capacidade humana.

Na Verzel, essa visão se materializa no Squad IA, um formato de equipe que combina especialistas humanos e agentes inteligentes para entregar soluções mais rápidas, auditáveis e seguras. Cada projeto nasce com a premissa de que tecnologia e os especialistas andam juntos.
A automação é inevitável. A responsabilidade, intransferível.
Empresas que prosperam na era da IA são as que conseguem equilibrar velocidade, consciência e cultura digital. O futuro não é sobre substituir pessoas é sobre preparar pessoas para liderar sistemas inteligentes.
Fontes:
OECD - The impact of artificial intelligence on productivity, distribution and growth
IBM - AI decision-making: Where do businesses draw the line?